Como eu enxergo a infância
Nenhum cérebro amadurece isolado. Uma criança se desenvolve dentro de relações — e é aí que o cuidado começa.
Acredito que o diagnóstico, quando necessário, orienta o cuidado. Mas ele nunca define quem uma criança é. Antes de qualquer sigla, existem uma história, uma família, um temperamento, um jeito único de estar no mundo.
Acredito que educar também é cuidar da saúde mental. Limites, virtudes e rotina não competem com o tratamento — fazem parte dele.
Acredito que a infância não precisa ser otimizada. Precisa ser protegida, compreendida e acompanhada com calma.
E acredito que ciência, filosofia e fé não se excluem: a ciência explica os mecanismos, a filosofia ilumina o sentido, a fé aponta o destino. No consultório, isso se traduz em medicina séria, escuta longa e respeito profundo por cada família.
Medicar quando é preciso. Esperar quando é prudente. Orientar sempre.
Dra. Larissa Guimarães
Médica — CRM-BA 35.713
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